O deputado Sandro Régis (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, criticou duramente o governo Jerônimo Rodrigues em entrevista concedida nesta terça-feira (9).
Ele afirmou que a Bahia vive um cenário de endividamento crescente, resultado — segundo ele — de 20 anos de má gestão do PT no estado.
Sandro Régis, destacou que o governo estadual tem realizado muitos pedidos de empréstimos e refinanciamentos, o que, em sua avaliação, evidencia a fragilidade financeira do estado. Ele chegou a declarar:
“O Estado quebrou.”
Segundo o parlamentar, as má gestões anteriores teriam levado à situação atual, obrigando Jerônimo Rodrigues a se apoiar em empréstimos bancários por não ter capacidade de administrar a Bahia.
Sandro Régis também afirmou que: • Já foram contraídos quase 22 empréstimos, somando cerca de R$ 26 bilhões; • O governo estaria tomando aproximadamente R$ 25 milhões por dia para tentar equilibrar contas e lidar com restrições de débitos; • Esse cenário seria fruto da “má gestão financeira e da falta de qualidade na aplicação dos recursos públicos” ao longo dos últimos 20 anos
Nessa segunda-feira (dia 8 de dezembro 2025) o prefeito Futuca e seu vice Caio Pina que acumula o cargo de Secretário de Educação, protagonizaram um fato inovador na administração pública.
Criaram o “pagamento simbólico”.
Sem a menor cerimônia, reuniram professores e alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) na Câmara de Vereadores de Ibirataia e tiraram fotografias com um cheque alegórico com o nome do prefeito estampado na peça publicitária.
São mais de 6 (seis meses) de atividade, o que gera para cada aluno o valor de R$ 200,00 (duzentos reais) segundo a lei aprovada em abril deste ano. O valor devido não foi pago até o momento da publicação desta matéria.
A gestão segue protagonizando uma administração “simbólica” sem realizações e demissões em massa, enquanto só no mês de novembro chegou quase 9 (nove) milhões de reais de arrecadação.
Em meio à disputa nacional pela liderança da oposição, uma declaração de ACM Neto reacendeu o debate dentro do chamado centrão. Em entrevista recente, o ex-prefeito de Salvador e uma das principais lideranças do bloco afirmou que Flávio Bolsonaro não representa a voz unificada da oposição, destacando que sua indicação é “uma escolha exclusiva do PL”, e não um consenso entre os partidos que fazem enfrentamento ao governo federal.
O cenário contrasta com a postura observada na Bahia. No estado, o PL — que nacionalmente pressiona e se coloca como protagonista da oposição — tem baixado as armas e oferecido apoio irrestrito ao candidato do União Brasil ao governo estadual, mesmo após episódios em que o grupo de ACM Neto não cumpriu acordos firmados com lideranças do PL em diversos municípios. Para alguns analistas, essa contradição expõe tensões internas e revela uma estratégia regional diferente do discurso nacional.
Outro ponto levantado por membros da direita é o distanciamento público de ACM Neto em momentos decisivos para o bolsonarismo. Durante a prisão de Jair Bolsonaro, o ex-prefeito evitou declarações de apoio e não mobilizou sua influência política. Da mesma forma, não demonstrou esforço ativo na pauta da anistia aos presos de 8 de janeiro, um tema considerado central por parlamentares ligados ao ex-presidente.
A fala de ACM Neto, portanto, aprofunda o debate sobre quem realmente terá legitimidade para liderar a oposição nos próximos anos. Enquanto o PL defende Flávio Bolsonaro, o centrão tenta se reposicionar — e a distância entre discurso e prática, especialmente na Bahia, segue sendo alvo de questionamentos internos.
O governador Jerônimo Rodrigues comentou, na tarde desta quinta-feira 04/12, o relatório do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) que apontou aumento de 213% no tempo médio de espera da regulação entre 2019 e 2024. A declaração ao Informe Baiano foi dada durante a entrega da nova sala de Densitometria Óssea e da Sala de Vacina do Creasi, em Salvador.
Jerônimo afirmou que parte da superlotação ocorre porque os municípios não estão atendendo demandas que deveriam ser resolvidas na atenção básica. Segundo ele, “muita gente que está em um hospital de alta complexidade era para estar sendo cuidado por um município”.
O governador acrescentou que seu papel é apoiar as gestões municipais para melhorar o atendimento na ponta. “Meu papel, enquanto governador, é pegar na mão do prefeito e dizer, vamos ajudar você”, disse.
Jerônimo também citou exemplos de casos simples que acabam pressionando a rede estadual: “Se o município fizer bem feito, muita gente não vai precisar, com um dedo desmentido, com um mal-estar na barriga, ir para um hospital de alta complexidade.”
Ao comentar a necessidade de reorganizar o sistema, o governador destacou que o SUS só funciona quando todas as esferas atuam juntas. “A saúde tem um sistema único, que se um falhar, o sistema não anda bem.”
A auditoria do TCE analisou o período de janeiro a agosto de 2019 e comparou com o mesmo intervalo de 2024, apontando aumento no tempo médio de espera e gargalos em especialidades como cirurgia torácica, hematologia, oncologia, urologia e pneumologia.
Jerônimo, por outro lado, destacou investimentos estaduais. “Nós estamos chegando a 56 hospitais que nós temos hoje na Bahia. Só no meu governo, nós estamos falando de mais de 10 hospitais”, disse, ao lembrar que o estado anunciou recentemente um novo hospital oncológico no interior.
Por fim, disse que “a regulação é do SUS e eu sei a minha responsabilidade enquanto governador, mas é preciso que a gente possa dialogar o compartilhamento de responsabilidades.”
O ex-prefeito e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, destacou a crítica ao ciclo de governos do PT no estado da Bahia, ao abordar a escalada da violência como tema central em propaganda partidária. “A Bahia não nasceu violenta”, afirmou Neto, afirmando que o quadro atual de criminalidade é fruto de duasbdécadas de gestão petista.
Na peça, populares relataram o cenário. “Antes a gente dormia de portas abertas” agora, “a Bahia está entregue à bandidagem” e “quem está mandando na Bahia é a facção”, protestaram moradores.
Segundo ACM Neto, o estado está entre os campeões estaduais em homicídios e atuação de facções criminosas, mas, para Neto, “dá para mudar essa história e devolver a Bahia aos baianos”.
Por ironia do destino, o mês passado, período em que voltamos a atenção para a campanha do Novembro Azul (conscientização sobre a saúde do homem), o governo municipal, que usou a cor azul na campanha, promoveu uma demissão em massa de servidores. Quase 200 famílias já entraram no mês de dezembro sem emprego. Sandro Futuca e Caio Pina no mês que também é aniversário da cidade deu de presente para esses funcionários a frustração e a desesperança. Os servidores nomeados que ainda estão nos cargos vivem um misto de alívio (por não ter sido cortado) e apreensão (pela incerteza da permanência). A lista de corte foi publicada no Diário Oficial no dia 28/11/2025. A navalha estava afiada que não poupou pessoas com grande referência política, como foi o caso de ex secretária municipal, filha de ex prefeito e coordenadores de campanha etc. O estranho é que o município vem batendo recordes de arrecadação e no mês dessas demissões o total arrecadado foi de R$ 8.266.375,86 (mais de oito milhões de reais).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao determinar sua prisão preventiva neste sábado (22).
Segundo o ministro, a tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usa desde julho deste ano foi violada no início da madrugada. Moraes afirma que este seria um indício de que o ex-presidente poderia fugir, aproveitando o que seria uma movimentação diante do condomínio em que ele vive, durante uma vigília convocada por um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025”, afirma Moraes na decisão que determinou a prisão preventiva.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, acrescenta o ministro.
Moraes diz também que Bolsonaro poderia buscar abrigo na embaixada dos EUA para evitar sua prisão, dias antes do fim do processo da trama golpista e início do cumprimento de sua pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
“Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro”, diz Moraes.
O ministro afirma ainda que Bolsonaro teria planejado uma “fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”, em referência a um pedido de asilo que teria sido encontrado no celular do ex-presidente durante uma operação da PF.
A ordem de prisão assinada por Moraes aponta a realização da vigília convocada por Flávio como ponto central da determinação. No pedido enviado ao STF, a Polícia Federal chega a comparar o ato a protestos realizados por bolsonaristas após a derrota nas eleições de 2022.
“O senador da República faz uso do mesmo modus operandi empregado pela organização criminosa que tentou um golpe de Estado no ano de 2022, utilizando a metodologia da milícia digital para disseminar por múltiplos canais mensagens de ataque e ódio contra as instituições”, afirma.
Segundo a PF, “o tumulto nos arredores da residência do condenado, poderá criar um ambiente propício para sua fuga, frustrando a aplicação da lei penal”.
Na decisão, Moraes também manifesta contrariedade com a saída do país de investigados e réus da trama golpista. Ele cita os casos de Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin, condenado no processo e que está nos EUA), Carla Zambelli (condenada pelo STF que está presa na Itália) e Eduardo Bolsonaro (réu no STF, que está nos EUA).
O ministro afirma que os três “também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”.
“A repetição do modus operandi da convocação de apoiadores, com o objetivo de causar tumulto para a efetivação de interesses pessoais criminosos; a possibilidade de tentativa de fuga para alguma das embaixadas próxima à residência do réu; e a reiterada conduta de evasão do território nacional praticada por corréu, aliada política e familiar evidenciam o elevado risco de fuga de Jair Messias Bolsonaro”, conclui Moraes.
A Polícia Federal prendeu Bolsonaro preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, na reta final do processo da trama golpista.
O ex-presidente estava em regime domiciliar desde 4 de agosto e foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública. A vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para a noite deste sábado, motivou a decisão.
Em nota, a PF disse que cumpriu mandado de prisão preventiva por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem Alexandre de Moraes como relator do processo.
A PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde ficará preso.
A defesa do ex-presidente foi procurada, mas ainda não comentou. Segundo aliados, Bolsonaro estava soluçando, mas sereno quando foi preso.
O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Cafu Barreto (PSD), deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e oficializou apoio ao projeto político de ACM Neto (União Brasil). A movimentação ocorre logo após outra baixa no grupo governista: o deputado Nelson Leal (PP), que também migrou para a oposição para assumir a coordenação da pré-campanha de Neto.
Além de ACM Neto, Cafu e Nelson Leal, também esteve presente no anúncio o ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Braga Filho, que também coordena a pré-campanha de Neto.
A saída de Cafu, até então um dos principais articuladores do governo na Casa, aprofunda o desgaste do Palácio de Ondina e reforça o crescimento da oposição em regiões estratégicas do interior.
Ao Informe Baiano, Cafu disse que toma a decisão “de cabeça erguida” e apontou ACM Neto como símbolo de mudança na Bahia.
“Saio de cabeça erguida. Neto representa mudança, esperança e um novo caminho para a Bahia. Agora vamos rodar o estado inteiro, conversando com famílias, lideranças, prefeitos e prefeitas, sempre com respeito. A Bahia merece muito mais. Vamos seguir firmes, visitando os amigos e levando o nome daquele que, tenho certeza, será o próximo governador, ACM Neto.”
Neto disse ao IB que “Cafu é um dos principais nomes da política na região de Irecê com grande atuação”. “Tenho um respeito enorme por ele, pela sua história e pelo seu trabalho. Disse a Cafu que estamos juntos nesse projeto de construir uma Bahia diferente e mais comprometida com as pessoas.”
O deputado federal, João Leão (PP) afirmou que o grupo governista na Bahia estaria repetindo com o senador Ângelo Coronel (PSD) a mesma estratégia que, segundo ele, o deixou “fora do jogo” em 2022. Para o pepista, o tratamento dado a Coronel repete o movimento da eleição anterior quando o grupo petista o retirou da majoritária.
“Estão fazendo com o Coronel o que fizeram comigo, né? Que me prometeram o céu e depois me deixaram fora do jogo”, afirmou Leão em entrevista ao bahia.ba, ao comentar o desenrolar da negociação conduzida por Jaques Wagner, Rui Costa e o próprio Jerônimo.
Caso Coronel seja preterido, o grupo governista pode ir às urnas com uma chapa “puro-sangue”, reunindo três petistas: Rui, Wagner e Jerônimo.
Para o deputado, Coronel tende a perder espaço na chapa. “Acredito que sim, eles estão querendo dar a vice a Coronel. Geddel não aceita não ter a vice, está confusão total. Do nosso lado que não tem briga” disse, em referência ao impasse envolvendo o MDB baianocom a manutenção do atual vice-governador,Geraldo Júnior (MDB) na chapa.
Movimento de deputados do PP esfria
João Leão também comentou a movimentação de parlamentares do PP que vinham estudando retornar à base do governador. Ele afirma que o ímpeto esfriou. “Já tem um bocado querendo voltar. Estão pensando melhor, tem alguns que estão esfriando a cabeça”, disse.
Leão reforçou ainda que ele e Cacá Leãocaminharão politicamente ao lado de ACM Neto(União Brasil) em 2026 e que esse alinhamento deve atrair outros quadros pepistas. “Sim, e mais um bocado de gente do PP”, afirmou.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto reagiu nesta sexta-feira (14) à declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que disse ter orientado sua secretária de Saúde a “deixar os pacientes no corredor”. A crítica foi feita durante coletiva de imprensa no lançamento do Natal Luz, em Conceição do Coité.
No evento, realizado com a presença do prefeito Marcelo Araújo, do vice Marquinhos, do prefeito de Salvador Bruno Reis, do ex-ministro João Roma, do secretário de Governo de Salvador Cacá Leão e diversas lideranças, Neto afirmou que o comentário de Jerônimo revela insensibilidade e desconhecimento sobre a gravidade da situação da saúde pública da Bahia.
“Jerônimo, o paciente que vai ao Hospital Clériston Andrade ou a qualquer hospital da Bahia não está indo lá fazer turismo, não está indo lá para diversão, está indo lá porque quer sobreviver. Sobreviver. E o governador não consegue sequer entender isso.”
ACM Neto contextualizou a crítica citando indicadores negativos do estado nas áreas de segurança, educação, economia e saúde. “A Bahia tem o maior número de homicídios do Brasil, a pior segurança pública do país. A Bahia tem a fila da regulação e é um dos estados que mais deixa pessoas morrerem. Tem uma das piores notas do IDEB da rede estadual. Tem o maior número de desempregados do Brasil e a maior quantidade de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Agora, os dados do IBGE mostram que a Bahia perdeu a liderança do PIB per capita do Nordeste. Depois de tantos anos, o resultado é esse.”
Segundo Neto, não há coerência entre o discurso do governo e a realidade vivida pela população mais pobre. “Eles ainda têm coragem de dizer que cuidam dos mais pobres. Não é possível. Quem morre na violência é o pobre. Quem morre na fila da regulação é o pobre, que não tem como pagar plano de saúde.”