Por ironia do destino, o mês passado, período em que voltamos a atenção para a campanha do Novembro Azul (conscientização sobre a saúde do homem), o governo municipal, que usou a cor azul na campanha, promoveu uma demissão em massa de servidores. Quase 200 famílias já entraram no mês de dezembro sem emprego. Sandro Futuca e Caio Pina no mês que também é aniversário da cidade deu de presente para esses funcionários a frustração e a desesperança. Os servidores nomeados que ainda estão nos cargos vivem um misto de alívio (por não ter sido cortado) e apreensão (pela incerteza da permanência). A lista de corte foi publicada no Diário Oficial no dia 28/11/2025. A navalha estava afiada que não poupou pessoas com grande referência política, como foi o caso de ex secretária municipal, filha de ex prefeito e coordenadores de campanha etc. O estranho é que o município vem batendo recordes de arrecadação e no mês dessas demissões o total arrecadado foi de R$ 8.266.375,86 (mais de oito milhões de reais).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao determinar sua prisão preventiva neste sábado (22).
Segundo o ministro, a tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usa desde julho deste ano foi violada no início da madrugada. Moraes afirma que este seria um indício de que o ex-presidente poderia fugir, aproveitando o que seria uma movimentação diante do condomínio em que ele vive, durante uma vigília convocada por um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025”, afirma Moraes na decisão que determinou a prisão preventiva.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, acrescenta o ministro.
Moraes diz também que Bolsonaro poderia buscar abrigo na embaixada dos EUA para evitar sua prisão, dias antes do fim do processo da trama golpista e início do cumprimento de sua pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
“Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro”, diz Moraes.
O ministro afirma ainda que Bolsonaro teria planejado uma “fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”, em referência a um pedido de asilo que teria sido encontrado no celular do ex-presidente durante uma operação da PF.
A ordem de prisão assinada por Moraes aponta a realização da vigília convocada por Flávio como ponto central da determinação. No pedido enviado ao STF, a Polícia Federal chega a comparar o ato a protestos realizados por bolsonaristas após a derrota nas eleições de 2022.
“O senador da República faz uso do mesmo modus operandi empregado pela organização criminosa que tentou um golpe de Estado no ano de 2022, utilizando a metodologia da milícia digital para disseminar por múltiplos canais mensagens de ataque e ódio contra as instituições”, afirma.
Segundo a PF, “o tumulto nos arredores da residência do condenado, poderá criar um ambiente propício para sua fuga, frustrando a aplicação da lei penal”.
Na decisão, Moraes também manifesta contrariedade com a saída do país de investigados e réus da trama golpista. Ele cita os casos de Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin, condenado no processo e que está nos EUA), Carla Zambelli (condenada pelo STF que está presa na Itália) e Eduardo Bolsonaro (réu no STF, que está nos EUA).
O ministro afirma que os três “também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”.
“A repetição do modus operandi da convocação de apoiadores, com o objetivo de causar tumulto para a efetivação de interesses pessoais criminosos; a possibilidade de tentativa de fuga para alguma das embaixadas próxima à residência do réu; e a reiterada conduta de evasão do território nacional praticada por corréu, aliada política e familiar evidenciam o elevado risco de fuga de Jair Messias Bolsonaro”, conclui Moraes.
A Polícia Federal prendeu Bolsonaro preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, na reta final do processo da trama golpista.
O ex-presidente estava em regime domiciliar desde 4 de agosto e foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública. A vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para a noite deste sábado, motivou a decisão.
Em nota, a PF disse que cumpriu mandado de prisão preventiva por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem Alexandre de Moraes como relator do processo.
A PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde ficará preso.
A defesa do ex-presidente foi procurada, mas ainda não comentou. Segundo aliados, Bolsonaro estava soluçando, mas sereno quando foi preso.
O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Cafu Barreto (PSD), deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e oficializou apoio ao projeto político de ACM Neto (União Brasil). A movimentação ocorre logo após outra baixa no grupo governista: o deputado Nelson Leal (PP), que também migrou para a oposição para assumir a coordenação da pré-campanha de Neto.
Além de ACM Neto, Cafu e Nelson Leal, também esteve presente no anúncio o ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Braga Filho, que também coordena a pré-campanha de Neto.
A saída de Cafu, até então um dos principais articuladores do governo na Casa, aprofunda o desgaste do Palácio de Ondina e reforça o crescimento da oposição em regiões estratégicas do interior.
Ao Informe Baiano, Cafu disse que toma a decisão “de cabeça erguida” e apontou ACM Neto como símbolo de mudança na Bahia.
“Saio de cabeça erguida. Neto representa mudança, esperança e um novo caminho para a Bahia. Agora vamos rodar o estado inteiro, conversando com famílias, lideranças, prefeitos e prefeitas, sempre com respeito. A Bahia merece muito mais. Vamos seguir firmes, visitando os amigos e levando o nome daquele que, tenho certeza, será o próximo governador, ACM Neto.”
Neto disse ao IB que “Cafu é um dos principais nomes da política na região de Irecê com grande atuação”. “Tenho um respeito enorme por ele, pela sua história e pelo seu trabalho. Disse a Cafu que estamos juntos nesse projeto de construir uma Bahia diferente e mais comprometida com as pessoas.”
O deputado federal, João Leão (PP) afirmou que o grupo governista na Bahia estaria repetindo com o senador Ângelo Coronel (PSD) a mesma estratégia que, segundo ele, o deixou “fora do jogo” em 2022. Para o pepista, o tratamento dado a Coronel repete o movimento da eleição anterior quando o grupo petista o retirou da majoritária.
“Estão fazendo com o Coronel o que fizeram comigo, né? Que me prometeram o céu e depois me deixaram fora do jogo”, afirmou Leão em entrevista ao bahia.ba, ao comentar o desenrolar da negociação conduzida por Jaques Wagner, Rui Costa e o próprio Jerônimo.
Caso Coronel seja preterido, o grupo governista pode ir às urnas com uma chapa “puro-sangue”, reunindo três petistas: Rui, Wagner e Jerônimo.
Para o deputado, Coronel tende a perder espaço na chapa. “Acredito que sim, eles estão querendo dar a vice a Coronel. Geddel não aceita não ter a vice, está confusão total. Do nosso lado que não tem briga” disse, em referência ao impasse envolvendo o MDB baianocom a manutenção do atual vice-governador,Geraldo Júnior (MDB) na chapa.
Movimento de deputados do PP esfria
João Leão também comentou a movimentação de parlamentares do PP que vinham estudando retornar à base do governador. Ele afirma que o ímpeto esfriou. “Já tem um bocado querendo voltar. Estão pensando melhor, tem alguns que estão esfriando a cabeça”, disse.
Leão reforçou ainda que ele e Cacá Leãocaminharão politicamente ao lado de ACM Neto(União Brasil) em 2026 e que esse alinhamento deve atrair outros quadros pepistas. “Sim, e mais um bocado de gente do PP”, afirmou.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto reagiu nesta sexta-feira (14) à declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que disse ter orientado sua secretária de Saúde a “deixar os pacientes no corredor”. A crítica foi feita durante coletiva de imprensa no lançamento do Natal Luz, em Conceição do Coité.
No evento, realizado com a presença do prefeito Marcelo Araújo, do vice Marquinhos, do prefeito de Salvador Bruno Reis, do ex-ministro João Roma, do secretário de Governo de Salvador Cacá Leão e diversas lideranças, Neto afirmou que o comentário de Jerônimo revela insensibilidade e desconhecimento sobre a gravidade da situação da saúde pública da Bahia.
“Jerônimo, o paciente que vai ao Hospital Clériston Andrade ou a qualquer hospital da Bahia não está indo lá fazer turismo, não está indo lá para diversão, está indo lá porque quer sobreviver. Sobreviver. E o governador não consegue sequer entender isso.”
ACM Neto contextualizou a crítica citando indicadores negativos do estado nas áreas de segurança, educação, economia e saúde. “A Bahia tem o maior número de homicídios do Brasil, a pior segurança pública do país. A Bahia tem a fila da regulação e é um dos estados que mais deixa pessoas morrerem. Tem uma das piores notas do IDEB da rede estadual. Tem o maior número de desempregados do Brasil e a maior quantidade de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Agora, os dados do IBGE mostram que a Bahia perdeu a liderança do PIB per capita do Nordeste. Depois de tantos anos, o resultado é esse.”
Segundo Neto, não há coerência entre o discurso do governo e a realidade vivida pela população mais pobre. “Eles ainda têm coragem de dizer que cuidam dos mais pobres. Não é possível. Quem morre na violência é o pobre. Quem morre na fila da regulação é o pobre, que não tem como pagar plano de saúde.”
O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), revelou esta semana que decidiu não recepcionar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante a visita do petista ao município no último sábado (8) porque, segundo ele, o morador do Palácio de Ondina tem usado agendas institucionais para fazer parecer que os prefeitos presentes são seus aliados.
Em seu lugar, ele delegou a tarefa ao vice-prefeito Marquinhos Souza (Solidariedade).
“Apesar de todas as divergências políticas, eu achei que deveria recebê-lo e Marquinhos fez isso com muita maestria, com muita sabedoria, o discurso de Marquinhos foi fantástico, quero aqui parabenizar pela postura dele. Ele fez as colocações muito bem postas. Mas por que eu não recebi o governador Jerônimo? Porque está claro qual é a política do Jerônimo, a estratégia dele é minar o apoio das pessoas que estão apoiando ACM Neto”, disse Araújo, em entrevista à rádio Vitória FM, nesta quarta-feira (12).
O gestor disse conhecer diversos prefeitos que foram surpreendidos com matérias sugerindo aproximação com o governo, quando isso não correspondia ao cenário real.
“Ele [Jerônimo] provoca uma reunião com o prefeito e depois fotografa aquilo ali e divulga na mídia toda que aquele prefeito está apoiando o governador ou que está pensando em apoiar, enfim, ele induz as pessoas a dizer que aquele prefeito já não está com Neto e está com ele, o que não é verdade. Eu conheço diversos prefeitos que saiu a matéria dizendo que o prefeito está tendencioso para ir para ele, e não é verdade”, afirmou Marcelo Araújo.
“Então eu não queria dar essa oportunidade, porque ele iria fazer o que fez com Marquinhos. Veja que na mídia no dia seguinte apareceu ‘o governador Jerônimo consegue juntar a oposição no palanque’. A oposição no palanque é ACM Neto”, cravou.
Morreu na madrugada desta sexta-feira (14/11), aos 84 anos, o ex-deputado estadual e ex-vereador de Jequié, Ewerton Almeida.
Conforme apuração, o político sofreu um infarto seguido de parada cardíaca enquanto estava no município de Juazeiro. Ele residia atualmente em Jeremoabo.
Figura conhecida na política baiana, Ewerton deixa esposa, duas filhas e dois netos. As informações sobre local e horário do sepultamento ainda não foram divulgadas pela família.
O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) classificou nesta quarta-feira (12), como “agressivas” as falas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) contra o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. O parlamentar ainda ironizou o chefe do Executivo ao afirmar que o pré-candidato ao governo da Bahia, “está alugando um triplex na mente de Jerônimo”.
“A verdade é que ACM Neto está alugando um triplex na mente de Jerônimo. É impressionante como o governador está, como diz em bom baianês, pegando ar com as críticas coerentes e bem colocadas de Neto sobre a segurança pública da Bahia. Hoje mesmo todo mundo viu o destempero do governador ao responder. Não está aguentando a pressão”, disse.
As declarações de Jerônimo ocorreram após uma crítica de ACM Neto ao recente caso de violência no Recôncavo baiano, que deixou população amedrontada e obrigou a Prefeitura de Muritiba a emitir um comunicado em que orienta os moradores a ficarem em casa após tiroteios serem registrados nesta terça-feira (11).
De acordo com Régis, o governador se irritou com um trecho da crítica e chamou de fake news quando Neto falou que “ainda vem o governador dizer que tem que tratar bandido com amor e carinho”. Contudo, nas eleições de 2022, o governador disse, ao falar sobre o combate às facções, que iria trocar “a arma e a violência pelo carinho e pelo amor”.
“Esse destempero do governador não é normal. Talvez seja porque ele está vendo a violência da Bahia ser destaque nacional por causa dos índices muito negativos, piores até do que os números do Rio de Janeiro e também porque ele vem perdendo aliados. Sem contar na sua elevada rejeição na capital e no interior. Muita dor de cabeça para o governador”, concluiu.
Decisão atende ação do MP-BA e proíbe o município de licenciar atividades até o Sismuma operar integralmente
Por decisão judicial o município de Ibirataia deve estruturar e pôr em funcionamento o Sismuma com todas as instâncias previstas em lei. A ordem decorre de ação civil pública proposta pelo Ministério Público da Bahia, assinada pela promotora Karina Cherubini.
O juízo impôs medidas administrativas, legais e orçamentárias. Entre elas a regularização do Comam, com reuniões periódicas, atas e publicação de deliberações, operacionalização do FMMA, com dotação específica e controle colegiado, lotação de equipe técnica para licenciamento, fiscalização, monitoramento e educação ambiental e transparência ativa, com divulgação de relatórios e atos de gestão.
A sentença estabelece, ainda, que enquanto o Sismuma não estiver integralmente operante, o município não poderá emitir licenças, alvarás ou quaisquer documentos que legalizem atividades, obras ou serviços sujeitos a controle ambiental.
No curso do processo, Ibirataia criou formalmente o sistema municipal, mas não providenciou a estrutura mínima para operá-lo. Conforme o MP, a lacuna regulatória permitiu atividades econômicas sem controle, tanto na zona urbana quanto na zona rural, com queimadas, erosões, uso desordenado de recursos naturais, escassez hídrica, clandestinidade ambiental e perda de receitas por multas e taxas não aplicadas.
A decisão fundamenta-se na Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981), na Lei Complementar 140/2011 (cooperação federativa em matéria ambiental) e na Lei Municipal 1.229/2023, que organiza o sistema local. O despacho fixa responsabilidades ao Executivo, que deve prever orçamento, designar servidores e viabilizar o Comam e o FMMA.
A Prefeitura deve cumprir imediatamente as determinações. Não há, até o momento, cronograma público para a retomada de licenças. Cabe recurso. (Fonte: Interiorano)
O deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Nelson Leal (PP), anunciou nesta sexta-feira (7) o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. Além do apoio, Leal será o coordenador da campanha de ACM Neto na Bahia e disse que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à nova missão.
“Neto me convidou para coordenar a campanha, e acho que esse é o melhor caminho para a Bahia. Neto fez uma administração primorosa e extraordinária em Salvador, e vai promover a mesma transformação que o nosso estado está precisando”, afirmou Leal.
O parlamentar explicou que sua decisão foi tomada após uma reflexão sobre o futuro do estado. “Estou abrindo mão da minha candidatura, seria a oitava vez que eu disputaria uma eleição. Sou decano, mas preferi deixar de lado o projeto pessoal para coordenar a campanha de Neto. Acredito que essa é a forma mais concreta de ajudar a Bahia a mudar de verdade.”
“Nelson Leal é um político com vasta experiência, respeitado em toda a Bahia pela sua liderança. Eu o conheço há vários anos e sei de sua enorme capacidade de trabalhar pelo desenvolvimento do nosso Estado. Agradeço muito ao deputado pelo apoio e sei que sua participação nesse processo será fundamental em nossa caminhada”, disse ACM Neto.
A escolha de Nelson Leal para a coordenação é vista como um movimento de peso no tabuleiro político baiano. Com ampla experiência e forte articulação no interior, ele será responsável por aproximar lideranças, prefeitos e parlamentares em torno do projeto oposicionista liderado por ACM Neto.